quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A bruma no espelho!


Entre as gotas da chuva, entre a bruma e o cheiro a terra molhada surge o vale preenchido pelo Rio.

Aproximo-me do alto do cerro, e contemplo a imensidão das paisagens.
A luz que atinge o rossio com os salpicos do verde no castanho da terra traz me calma.

Aquele sítio apaixona!

Quando o vi pela primeira vez, assaltou-me o coração... Um misto de surpresa e de espanto pairaram na minha mente.

Como é possível existir um lugar assim?

Majestoso é o rio que acompanha a terra que se vê ao espelho!
A terra velha e cansada encostada na terra e isolada dos seus, apenas pode olhar para o vizinho. O rio medeia uma conversa de muitos anos, reflecte um olhar incansável.

A tentativa de dividir aquele sítio por fronteiras humanas fracassa. Não podemos olhar só para um lado.
Será esta relação que tanto me intriga?

Apaixona-me a terra, nunca a situação! Fico triste pelo abandono daqueles que sempre estiveram abandonados.

Sabe-me bem voltar... A paixão é assim…

E cada vez que volto Guadiana Abaixo volto a apaixonar-me!

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