domingo, 8 de dezembro de 2019

é fácil fazer...

São tempos que voltam sempre nas alturas em que necessitamos deles.

Hoje tenho  a sorte de viver onde cresci, na casa dos meus pais.

Tenho o privilégio de criar os meus filhos no ambiente que me serviu de criação.

Uma das primeiras coisas que fiz quando voltei à minha casa foi sentar-me na mesa das refeições.

Para os meus filhos e para a minha mulher tudo era novo.

Para mim era um regresso ao passado. Era uma oportunidade de reviver os momentos felizes da minha infância e adolescência.

Que sorte teriam os meus filhos, se pelo menos, tivessem o mesmo trato do meu Pai e da minha Mãe!

Foi essa sorte que lhes procurei proporcionar.

Cada vez que me sento naquela mesa, com a minha rapaziada, lembro-me da alegria que tinha cada vez que na nossa casa se fazia uma açorda!

Eu, os meus irmãos e o meu Pai, molhávamos as sopas no fundo de azeite, alho e coentros numa terrina de vidro.

Molhávamos às escondidas. Esperando que a minha Mãe viesse com a água a ferver.

Vamos ver as nódoas, dizia o meu Pai ou a minha Mãe, consoante a ocasião.

A minha Mãe dizia sempre: prova isso para ver se está bom de sal!

O meu Pai achava sempre a açorda sonsa!  Nós olhávamos para aquilo e vivíamos intensamente um momento de uma família feliz.

A felicidade é isso mesmo. É querer viver intensamente um juntar de um caldo, numa relação de gente boa que felizmente se encontrou.

Nada de falsa modéstia! A gente boa são os meus pais, o Rodrigo e a Rosa.

Eu, o Diogo e a Isabel tivemos a sorte de eles se encontrarem.

Hoje reconheço a importância de uma açorda!

Está na hora de fazer uma açorda cá em casa!

A felicidade estará sempre ao nosso alcance.

Adoro-vos! Rodrigo e Rosa!
  

quinta-feira, 24 de outubro de 2019


Há coisas para dizer!

Aquilo que é a realidade do presente, teima em alterar-se por vontade.

Se alguém altera? Não pode ser essa a questão. 

Nada se perde! Tudo se transforma! 

Transforma? 

Depende de nós a transformação.

Somos nós, os responsáveis pela transformação!

É nossa a obrigação de preservar memórias! É nossa a obrigação de as honrar! Honrar com as acções do presente.

Haverá quem se queria desligar do passado! Erro! O passado é a fundação do presente!

E o futuro não deve estar assente no passado. Deve estar assente no presente!

É o golpe de asa! É a forma diferente que afasta a cobardia!

Será assente no presente e fundada no passado, aquela marca que nos fará ser alternativa no futuro.

Outra conversa falsa e ajustada ao presente terá um prazo de validade muito reduzido.

Hoje, alguém muito importante disse a alguém muito importante, que a vida se resume a verdade e ao amor. Minha querida Rosa! Sabes bem quem honras do passado! És referência! Que orgulho!!

E, tirem-me a esperança se as Rosas da nossa vida deixarem de nos dizer que é o amor que vence tudo!

Tirem me tudo, se eu não conseguir ouvir as trompas da esperança! A esperança que a vida é apenas um só sinal. 

É um sinal! Como um farol, numa costa que alberga um oceano imenso!

Não pode ser de outra maneira...

A outra maneira é falhar! É falhar connosco e falhar com aqueles que nos antecedem.

Por muito que me aconteça, não vou falhar.

Porque falhar é uma impossibilidade! Porque aqueles que me antecedem não o merecem! Porque eu eu estou cá! Para preservar aquilo que é meu! Que me enche de vida!

Mas eu também estou cá para ser sempre, um salto no passado, assente no presente e projectado no futuro!

Serei sempre aquilo que fui, sou!

Sem esquecer o essencial! Sem esquecer que uma gota de chuva não molha o chão!

Sem esquecer que todos os dias já sei o meu fado!

Serás aquilo que o tempo quiser que sejas! 

Lembra-te de onde vens! 

Lembra-te de onde vais!

E por muito que os outros vejam outra coisa, eu não me esqueço!




segunda-feira, 26 de agosto de 2019



Aqui está tudo!

Num enorme desencanto!

Há um tridente que nos aflige! É ruim mas completo!

É a visão do insignificante!

A luta pela verdade fica fraca! Só restamos nós para a fortalecer!

Somos um povo antigo, uma memória recente daquilo por que se deve lutar!

Como num sonho, procuro não acordar. Sou parte dele e ele me foge! Sou a parte mais fraca que se propõe a vingar!

A vingança sem remorso. A diferença de mostrar a verdade!

É difícil? Pois é!

Mas é isso que nos fará desistir? Nunca!!!

Estamos cá! Somos a anormalidade! Somos o sal da sociedade!

Entre pingos de derrota. Entre gotas da impossibilidade!

Se o tempo é o nosso maior inimigo, sejamos o seu aliado!

Veremos o tempo passar. Vejamos a nossa nova realidade.

Vejamos pois, porque não estou sozinho!

Acompanham-me as letras do alfabeto, numa construção que não é minha, mas que eu tenho a obrigação de adoptar.

Porque numa canção há sempre um sustenido, uma nota imperfeita que marca a perfeição.

São tempos conturbados? sem duvida!

Mas quando é que os tempos foram diferentes?


segunda-feira, 19 de agosto de 2019







Um novo horizonte...

Somos pequenos para o desafio que nos segue.

A memória está sempre connosco. É inevitável!

Os tempos vividos são, pela positiva, uma lembrança.

Pela negativa consomem a alma!

Faz falta o passado para lembrar o futuro.

Surgem as pausas e os nevoeiros. Surgem as duvidas e as inquietações.

Surge o medo escondido na alma. Surge a coragem a rasgar o medo.

Surge um novo "eu". Surge uma nova aliança!

Capaz de tudo!

Capaz de vencer os temores antigos. Os temores de quem nunca abdicou da extrema confiança.

A confiança de um som.

A confiança de uma ideia.

A confiança de que tudo pode ser diferente.

Está na moda ser igual! O desafio é ser diferente!

O desafio é criar lembrança! É criar um futuro que possa ser passado!

É voltar a ter na ideia uma esperança, que afinal de contas, não estamos enganados.

É criar a vitória na derrota!

É não pensar que tudo fica como está!

É esperar que ficamos diferentes!

É esperar o futuro numa lágrima.

É vencer fundando no passado, com uma esperança que o futuro se faça o presente!

É não cair quando estamos abalados!

É erguer quando nos querem derrubar.

Um novo horizonte antigo que se renova.

Porque tudo o que é novo já o foi!

Porque tudo o que está para vir será melhor!

Porquê?

Porque se o Sol nasce todos os dias, quem somos nós para fazer o contrário.